domingo, 27 de dezembro de 2009

O último poema - Manuel Bandeira

 Assim eu queria o meu último poema
que fosse terno dizendo as coisas simples e menos intencionais
 Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
que tivesse a beleza das flores das quase sem perfume
a beleza das chamas em que se consomem os diamantes mais limpidos
a paixão dos suicidas que se matam sem sem explicação.